sexta-feira, agosto 17, 2007

pistas para o maior tesouro


Já não lembro se o intuí ou não.
O que importa é que a vida se encarregou de me mostrar como é verdadeiro este pensamento.

E tu, já reflectiste no modo como te relacionas com as dificuldades que te surgem?
Em que medida te transformas no teu maior obstáculo-problema?

Diz-me coisas........................................................................................................................................
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sábado, agosto 04, 2007

domingo, julho 29, 2007

gosto desta foto que tirei

mas vocês sabem que planta é esta?
Não?
Deixem-me então arregaçar as mangas das memórias mais antigas e dizer-vos do que sei e provavelmente outros dirão de forma diferente.
*
Aprendi com o caseiro do Monte de meus pais, no meu Alentejo de luz, e sol (não de justiça).
*
Ensinou-me ele que esta planta se chama "corriola" e que é muito apreciada pelos coelhos.
E lá ia eu, feliz, pardal saltitante, correr os campos em busca da dita corriola para levar um braçado dela aos coelhos na sua imensa casa de dois pisos e algumas divisórias, pois muitas vezes era necessário separar os machos das fêmeas, depois da procriação.
Estes eram dados a...comer as crias!
Nem todos, mas maioritariamente.
Outro dia deparei com a dita corriola, que é planta trepadeira, a maior parte das vezes rastejante, pois sendo erva é arrancada e os pés que sobram nunca têm muito onde se agarrar para trepar. Dei então com corriola florida com as suas lindas câmpanulas que fecham ao fim do dia e voltam a abrir na manhã seguinte.
A menina que já fui, não resistiu.
Pedi desculpa á planta, pois inútil era meu gesto já que não havia coelhos para dela se alimentarem, e arranquei-lhe três pés que aqui vos apresento e oferto.
***
N.B- o nome corriola ou curriola não consta do diccionário (Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea. (2001) Academia de Ciências de Lisboa. Verbo Editora. Será pois uma designação popular e talvez regional.
***
EM TEMPO: A D. Galinha, no seu comentário como: "eu" - dá informações sobre a palavra que nomeia esta planta. Afinal existe. Não no meu diciionário no qual já detectei "n " falhas elevado ao cubo, pelo menos.
E o preço sofreu do mesmo mal, Foi elevado para aí à 4ª potência.....
Já lhe tirei o acento e quem quiser saber mais lei p.f o referido comentário.

quinta-feira, julho 19, 2007

sábado, julho 14, 2007

frase do: DIA: SEMANA. MÊS, ANO...para a vida!


"Os que embarcam nos botes estão praticamente mortos e pensam: se já não existo, porque não arriscar?!"
Youssou N´Dour - músico senegalês, sobre o desespero dos africanos que tentam imigrar clandestinamente para a Europa. El País Semanal (in: Notícias Sábado, nº79, de 14.07.2007:81 - DOIS DEDOS DE CONVERSA,
por José Martins Lampreia)


quinta-feira, julho 05, 2007

fui desafiada e não fugi ao desafio e tu?



não receio expor-me.

Então, Bicho-de-conta passou por aqui.
Não sei como veio, se caminhando se enroladinho/a, rolando, rolando....(desculpa a brincadeira) e deixou-me o desafio.

Bom, cá vai, ao sabor da corrente, ou seja, dos dedos nas teclas.

1. Nasci no sul, ao Sul;
2. Aconteceu os ventos da vida me soprarem para norte. E já lá vão mais de 2/3 da vida. Aqui, no Norte. Mas SOU do SUL. Correm-me o sol e as perfumadas brisas no sangue;
3. Amei profundamente e igualmente fui amada. Um dia perdemo-nos. Ficaram 3 filhas maravilhosas e a certeza do vivido;
4. A vida me tem dado de tudo. Coisas boas, coisas menos boas, coisas más, difíceis, muiuiuitaassss…..e não para. Tudo ganho a pulso.
Cá vou. Fazendo rupturas e reconstruindo-me. Inventando-me de cada vez.
5. E tenho conseguido passar por tudo sem criar azedumes, rancores…Isso me faz bem. Tento manter a alma limpa de ervas daninhas;
6. Nasci, cresci, envelheço, de bem com a vida e a idade apesar do corpo e o esqueleto me darem umas chatices. Eu não sou o meu corpo e fico feliz quando faço mais um ano de vida. Tanta gente mais nova se foi…. Estar vivo é um privilégio e nunca o esqueço, sem medo. Antes com alegria;
7. A morte já passou muitas vezes por mim, começou à nascença….

E agora sei lá se posso classificar estes pensamentos que por aqui semeei como “factos casuais”….Mas quem me desafiou não disse quais as normas. Fui à procura na fonte que
a desafiara…. e aqui vos deixo, citado, o que encontrei:

“As regras são:- Cada pessoa escreve sete factos casuais sobre a sua vida.- Depois passa o desafio a outras sete - Deixando um comentário no seu blogue para que essa pessoa saiba que foi desafiada.”
DESAFIO:
  1. Adryca
  2. Blueshell
  3. Maria M
  4. Menina Marota
  5. Água Quente
  6. Gato na Paisagem
  7. Sei Que Existes

quarta-feira, julho 04, 2007

Porque será, pergunto eu?


"INCÊNDIOS" - dão-nos conta de que até ao momento (2 do corrente), se registaram menos de metade dos incêndios que a média dos últimos cinco anos e menos 18% de área ardida.

(Jornal DestaK:04)

P.S - atenção incendiários: há horas extra a fazer este ano..........

domingo, junho 24, 2007

em ano de centenário

e depois da noite mais pagã deste país - á beira mar plantado - falo, é claro, do S. João do Porto em que a noite se ilumina e o escuro céu se enche de brilhantes, efémeras e viajantes estrelas que seguimos com o olhar esperando não sabemos bem o quê, pois cada um o guarda bem no seu âmago, vi os céus ilumindos por luzes, fogo-fátuos, pirilampos de alta navegação e curso, sonhos luminosos viajando a noite e pensei que era altura de voltar ao meu BALÃOZINHO.
E com dignidade depois de tão longa ausência.
Por isso trago, e deixo, um breve apontamento sobre um grande escritor português, na voz de outro, seu par.
Na "voz" escrita de António Rebordão Navarro
"RESIDÊNCIA FIXA DO POETA MIGUEL TORGA"
Pode ser a morte com seus brutos,
seus bruscos movimentos,
seus podres girassóis,
os seus anéis de espelhos,
pálidos aos sábados.

Pode ser a morte,
derramando matinais fulgores
nas cicatrizes desses corpos
que perderam as asas.

Podem ser os crepúsculos
de poalhas douradas
no Parque da cidade
ou princípios de tardes,
porventura mais tristes,
que logo perderão as cores do hábito,
seus espaços concretos.

Pode ser a vida e os seus relógios
de sol e a lua, adolescentes ventos
com dentes como estrelas,
uma carruagem de combóio
e vultos diluídos nas paisagens passadas.

Podem ser os bichos que sem tempo
dispoem seus vestígios indeléveis
sobre a luz mais intensa
do mais puro diamante.

Pode ser a sombra, pode ser a terra
nascida do ventre.
Podem ser os homens
cobertos pela tinta da evidência.

Em qualquer dia
de qualquer calendário,
pode o poeta Miguel Torga
descer em vão aos céus,
sem sucesso ascender aos infernos.
Mora aqui

N.B - poema publicado na Colectânea "CÂNTICO EM HONRA DE MIGUEL TORGA", pela Editora,"Fora do texto". Coimbra:1996