sexta-feira, setembro 14, 2007

é tão longo este corredor

O indefinível lugar
de nós que é volátil
e não sendo matéria
somos nós inteiros.

O longo corredor branco
com as enormes
janelas cheias de luz e sol
não se torna mais acolhedor.
A luminosidade
não nos aquece,
antes aumenta a dimensão
do interminável espaço.

Caminho por ele
e nunca mais termina.

As portas laterais
abrem para outros corredores.
Tão intermináveis e áridos como este.

Caminho
não sei há quanto tempo
nem sei por quanto tempo.

Sei que não posso parar
por isso continuo a caminhar.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Parabéns filhot'Alexandra

apetece-me a lua

(dedicado à Alexandra)



apetece-me a lua.
porque ela e eu
somos feitas
da mesma matéria
e vogamos nos mesmos
espaços.

somos feitas
da matéria que
constrói e alimenta
os sonhos
e vogamos tanto
no ar
como na água.

e porque o comum
dos mortais
olha para o chão
e eu olho para cima
para os astros
para o além
sem limites
nem barreiras
e ela, lua,
não se cansa
de correr pelos espaços
atrás do sol
sem sabermos quem é
perseguido ou perseguidor.

por isso
chego à janela mais alta
e estendo o braço
a tocá-la.



como quem acaricia
teu rosto


sábado, setembro 01, 2007

Federico Fellini - Amarcord - « "A" CENA»

Sobre os dois últimos post's da Teresa D. (http://teresadavid.blogspot.com/)
e a questão do homem que, de cima da árvore grita : "Voglio una donna", num dos filmes de Fellini , deixou-me confusa o facto de a cena se passar em Amacord onde não o conseguia visualizar por a memória ter tais falhas - acontece aos melhores o que nem sequer é o meu caso - mas não conseguia....
Não duvidei da informação e rectificação.
Queria, mais, necessitava visualizar a cena no contexto do filme.

Como gosto de (re)por as ideias em ordem, vá de pesquisar, de ler sinopses do filme até colocar o homem no contexto da narrativa fílmica porque nestas coisas sou obstinadíssima.
Se me puserem um problema à frente enquanto não o resolver nada mais interessa.
Nada me demove.
Nem fome (vontade de comer), nem sede..., qual almoçar, jantar ou dormir...?
Ná, tenho que chegar ao fim.
À conclusão.
Assim, pelo empenho da Teresa, pelo sentido significante que o homem e o seu grito lhe deixaram e ela nos passou aqui lhe oferto o vídeo e mais alguma informação:
- O homem corresponde à personagem "tio "Fada"":
«L'oncle "fada" qui se réfugie au sommet d'un arbre et réclame à tue-tête, des heures durant, "une femme". C'est la redoutée "Soeur naine" qui l'en fera descendre.»


sexta-feira, agosto 17, 2007

pistas para o maior tesouro


Já não lembro se o intuí ou não.
O que importa é que a vida se encarregou de me mostrar como é verdadeiro este pensamento.

E tu, já reflectiste no modo como te relacionas com as dificuldades que te surgem?
Em que medida te transformas no teu maior obstáculo-problema?

Diz-me coisas........................................................................................................................................
...................................................................................................................................................................



sábado, agosto 04, 2007

domingo, julho 29, 2007

gosto desta foto que tirei

mas vocês sabem que planta é esta?
Não?
Deixem-me então arregaçar as mangas das memórias mais antigas e dizer-vos do que sei e provavelmente outros dirão de forma diferente.
*
Aprendi com o caseiro do Monte de meus pais, no meu Alentejo de luz, e sol (não de justiça).
*
Ensinou-me ele que esta planta se chama "corriola" e que é muito apreciada pelos coelhos.
E lá ia eu, feliz, pardal saltitante, correr os campos em busca da dita corriola para levar um braçado dela aos coelhos na sua imensa casa de dois pisos e algumas divisórias, pois muitas vezes era necessário separar os machos das fêmeas, depois da procriação.
Estes eram dados a...comer as crias!
Nem todos, mas maioritariamente.
Outro dia deparei com a dita corriola, que é planta trepadeira, a maior parte das vezes rastejante, pois sendo erva é arrancada e os pés que sobram nunca têm muito onde se agarrar para trepar. Dei então com corriola florida com as suas lindas câmpanulas que fecham ao fim do dia e voltam a abrir na manhã seguinte.
A menina que já fui, não resistiu.
Pedi desculpa á planta, pois inútil era meu gesto já que não havia coelhos para dela se alimentarem, e arranquei-lhe três pés que aqui vos apresento e oferto.
***
N.B- o nome corriola ou curriola não consta do diccionário (Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea. (2001) Academia de Ciências de Lisboa. Verbo Editora. Será pois uma designação popular e talvez regional.
***
EM TEMPO: A D. Galinha, no seu comentário como: "eu" - dá informações sobre a palavra que nomeia esta planta. Afinal existe. Não no meu diciionário no qual já detectei "n " falhas elevado ao cubo, pelo menos.
E o preço sofreu do mesmo mal, Foi elevado para aí à 4ª potência.....
Já lhe tirei o acento e quem quiser saber mais lei p.f o referido comentário.

quinta-feira, julho 19, 2007

sábado, julho 14, 2007

frase do: DIA: SEMANA. MÊS, ANO...para a vida!


"Os que embarcam nos botes estão praticamente mortos e pensam: se já não existo, porque não arriscar?!"
Youssou N´Dour - músico senegalês, sobre o desespero dos africanos que tentam imigrar clandestinamente para a Europa. El País Semanal (in: Notícias Sábado, nº79, de 14.07.2007:81 - DOIS DEDOS DE CONVERSA,
por José Martins Lampreia)