sábado, novembro 26, 2005
Vieste. Em azul e infinito manto
Vieste. Em azul e infinito manto
recortado neste como rei.
Um perfume de canela incendiava
o tempo todo à nossa volta.
Trouxeste incenso.
Em minhas mãos o depuseste.
Nos teus olhos ardia o fogo
divino, o brilho primordial
das primevas águas do nascimento.
Nelas mergulhei. No fogo
ateado nos consumimos. Imensa
espiral ligando céu e terra.
(Do meu livro: O LUAR DA ESPERA)
(foto por TMara - Quinta das Conchas, Lisboa)
N.B - dêem um saltinho ao ORGIA POLÍTICA e leiam o meu texto deste sábado.