sábado, maio 02, 2009

os balões já não são o que eram

para mim eram bolas - mais ou menos redondas - de cor, leveza e beleza, cintilando contra o azul do céu. bastava o mais leve toque de um dedo, até um sopro, para que iniciassem um vôo de inesperados movimentos.

Descobri há pouco, via neta que nestas e noutras coisas é entendida como convém, a existência de minúsculos balões, coloridos embora, que não se erguem nos céus enchendo-o de cores e reverberações. Antes se enchem de água e se atiram contra algo. Explodem e a água jorra.

Talvez seja divertido. Elas acharam que sim.
Riram felizes a atirar balões ao chão, o mais longe possível, a fazer pontaria a postes...

Creio que algo me está a escapar.

quarta-feira, abril 01, 2009

Poema do Prof. Agostinho da Silva

Por causa do mundo curvo

causa do mundo curvo

eis aqui o que procuro

ter eu amor do passado

com a paixão do futuro

mas há remédio bem simples

para não ser inseguro

é amar vida sem tempo

ou seja o presente puro.

Agostinho da Silva (in "Uns Poemas de Agostinho", Ulmeiro, 1989)

segunda-feira, março 30, 2009

na passagem do 13º aniversário da Inês

convido-vos a partilhar a alegria e a gratidão por ela exisitir em nossas vidas

Brindemos.....

Se quiseres passar no blog da Inês clica aqui.

hoje passa o 13º aniversário de minha neta

pois é amizades hoje os nossos corações rejubilam na passagem do 13º aniversário de minha neta Inês. Ela tem um blog . Se quiserem passem por lá. Basta clicar no nome dela.Entretanto partilho esta alegria e a gratidão pela existância da Inês convosco.

Brindemos com alegria

sexta-feira, março 27, 2009

vamos deixar o planeta respirar - apaguemos as luzes por 1 hora

no próximo sábado, dia 28, das 20H30 às 21H30 apaguemos todas as luzes de nossas casas. Deixemos o planeta respirar. Ganhar fôlego.

A sobrevivência de TODA a vida está nas nossa mãos

quinta-feira, março 26, 2009

meu texto no 12º Jogo das 12 Palavras



Como sabem o jogo decorre no Eremitério e está prestes a fazer um anor de produção contínua na net, com resultado sob a forma de livro, o "22 OLHARES SOBRE 12 PALAVRAS".


Tal sucesso e continuidade deve-se, desde logo, ao Eremita que teve a ideia e nos desafiou, generosamente deisponibilizando o seu blog e o seu tempo para a gestão e postagem do Jogo.


Deve-se também ás características que lhe imprimiu - não competitivo e um Jogo em que o amor ás palavras e á escrita une pessoas totalmente desconhecidas entre si.


Aqui vos deixo o texto com que participei neste 12º Jogo das 12 Palavras:
P.S - para aquisição do livro enviar email para a editora: ediumeditores@gmail.com

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ode à vida

na simplicidade de seu viver, com alegria e coragem, o beija-flor tece uma das mais belas odes á vida quando, de flor em flor, recolhe as vitualhas que lhe são alimento enquanto em toda a natureza, da flauta de Pan, ressoa um cântico de amor – o benjamim da vida. seu filho dilecto. fonte de tudo o que existe - e verdade onde a partilha é a lei maior. tão poderosa que não há maldição que logre inverter este ciclo mau grado as sucessivas rupturas criadas.

domingo, março 22, 2009

Novo livro de Maria Paula raposo

intitulado "Nevou este Verão" aqui está mais um livro de poemas de Paula Raposo, editado pela Apenas Livros, na Coleção Livros de Cordel.

Por 4,00€ podes adquirir o livro directamente à autora. Basta ires até ao sítio dela e fazeres a encomenda.

sábado, março 21, 2009

porque hoje é o dia MUNDIAL da poesia

e apesar de ter alguma resistência aos "dias de.." - todos fazemos cedências - por achar que a poesia, como as restantes artes nos fazem ver e sentir o melhor do mundo e em nós e são portanto portadoras da alegria coloco este belo poema da grande poeta que foi, é e será Cecília Meireles:

A arte de ser feliz

Houve um tempo em que minha janela
se abria sobre uma cidade que parecia
ser feita de giz. Perto da janela havia um
pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra
esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre
com um balde e, em silêncio, ia atirando
com a mão umas gotas de água sobre
as plantas. Não era uma rega: era uma
espécie de aspersão ritual, para que o
jardim não morresse. E eu olhava para
as plantas, para o homem, para as gotas
de água que caíam de seus dedos
magros e meu coração ficava
completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o
jasmineiro em flor. Outras vezes
encontro nuvens espessas. Avisto
crianças que vão para a escola. Pardais
que pulam pelo muro. Gatos que abrem
e fecham os olhos, sonhando com
pardais. Borboletas brancas, duas a
duas, como reflectidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem
personagens de Lope de Vega. Às
vezes um galo canta. Às vezes um
avião passa. Tudo está certo, no seu
lugar, cumprindo o seu destino. E eu me
sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante de
cada janela, uns dizem que essas coisas
não existem, outros que só existem
diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a
olhar, para poder vê-las assim.