quarta-feira, maio 30, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
25 de ABRIL SEMPRE (apesar dos pesares)
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade
Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
terça-feira, abril 17, 2007
Orla Marítima

é junto ao mar ao longo da avenida
ao sol dos solitários dias de Dezembro
Tudo ali pára como nas fotografias
É a tarde de Agosto o rio a música o teu rosto
alegre e jovem hoje ainda quando tudo ia mudar
És tu surges de branco pela rua antigamente
noite iluminada noite de nuvens ó melhor mulher
(E nos Alpes o cansaço humanista canta alegremente)
«Mudança possui tudo?» Nada muda
nem sequer o cultor dos sistemáticos cuidados
levanta a dobra da tragédia nestas brancas horas
Deus anda à beira de água calça arregaçada
como um homem se deita como um homem se levanta
Somos crianças feitas para grandes férias
pássaros pedradas de calor
atiradas ao frio em redor
pássaros compêndios de vida
e morte resumida agasalhada em asas
Ali fica o retrato destes dias
gestos e pensamentos tudo fixo
Manhã dos outros não nossa manhã
pagão solar de uma alegria calma
De terra vem a água e da água a alma
o tempo é a maré que leva e traz
o mar às praias onde eternamente somos
Sabemos agora em que medida merecemos a vida.
Ruy Belo, in "Homem de Palavra(s)": 1970
quarta-feira, março 28, 2007
convite
Sem vós esta é uma "missa" que não pode ser oficiada.
A poesia é comunicação aberta e pura entre o poeta - através das palavras que expressam sentires - nós, e os outros.
Estaremos à vossa espera:sábado, 31 do corrente pelas 21h30,no Salão Nobre da Junta de Freguesia de S. Mamede de Infesta,para participarem na apresentação do1º volume da ANTOLOGIA de poesia, DezSeteiniciativa da EDIUM EDITORES
O nome deriva do facto de a ANTOLOGIA ir colectar poemas de sete poetas de cada uma das 10 freguesias do Concelho de Matosinhos.Neste volume, para quem anda na blogosfera, participam a Maria Mamede, esta que vos fala e o António Durval.
Acrescem, de fora deste espaço, Maria José Rocha, Teresa Gonçalves e Vitor Carvalhais.
Por último destaco o meu amigo Daniel Gaspar, poeta e auto-didacta, falecido.Os poetas lerão dois dos poemas constantes da mesma e contamos com a presença de um grande"diseur" - o Amilcar, bem conhecido dos amantes da poesia.Intervalando os poetas, o Carlos Andrade encantará com a voz a e viola.Esperamos por vós.Estas acções não têm sentido sem a presença dos amigos.
Mesmo daqueles que só conhecemos por estes caminhos e encruzilhadas.
P.S - agradeço divulgação.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
dizem
que sempre rebenta do lado do mais fraco.Talvez!
Mas o que é: "ser mais fraco?" Ou "quem é mais fraco"?
Inquiro-me se por vezes, nas relações humanas e sociais, esse tal "rebentar" não ocorre do lado do mais forte, do que não precisa teimar nem impor para ser seguro de si e pretende antes conciliar e desenvolver espaços de equilíbrio e harmonia.
sábado, janeiro 27, 2007
SONHO OU REALIDADE?

Há um sonho que me habita.
É um sonho diferente dos outros.
Mais do que um sonho parece memória em mim inscrita que se expressa numa vontade, numa ânsia, numa fome, sempre que estou frente ao oceano.
Vejo-me. Largando as roupas, mergulhando e seguindo sempre as profundas águas e correntes como qualquer ser marinho.
Memórias ou possibilidade?








