persigo sonhos antigos
pela estrada do sem fim.
*
elevo meu corpo,
projecto-me para cima.
sempre para cima,
lentamente
como fumo a subir no ar.
*
agito minhas mãos no vento
em jeito de agarrar.
*
sou fumo sou pedra
caíndo a prumo.
*
persigo o snho antigo
do amor universal.
persigo o sonho antigo
de paz e justiça social.
*
persigo o sonho antigo
sonhando-o.
persigo-o.
perseguindo encontro o triste real.
*
sou pedra, sou fumo
caindo a prumo.
terça-feira, novembro 21, 2006
segunda-feira, novembro 06, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
silogisticamente
domingo, outubro 15, 2006
sexta-feira, outubro 13, 2006
fala
sábado, outubro 07, 2006
de que falamos quando falamos de amor?
No café, na mesa atrás de mim,. duas mulheres falavam.
Impossivel não ouvir dada a proximidade entre mesas.
Um segmento da conversa colou-se-me.
Impôs-se ao meu pensamento. Deixou-me a reflectir.
Dizia uma, em tom afirmativo e simultaneamente inquisitivo, para a outra: «Ele tem ciúmes! É porque gosta de mim, não é....???»
E havia uma tal fragilidade na voz, uma estranha mistura de certeza e dúvida, esperando, quase exigindo confirmação, que quase me levou a falar-lhe.
A dizer-lhe que NÃO!
Que ciume não é, nunca foi, nunca será prova de gostar. Prova de amor.
Pode ser prova de muita coisa, mas o sentido é inverso.
Não o que a voz do povo, sob a forma de ditado popular, lhe atribui e propaga.
Não aquele que ela deseja e espera ver confirmado pelas palavras e pelo olhar da interlocutora.
Ciúme é prova de insegurança.
É prova de necessidade de controlo.
É prova de posse - e coisa mais contrária ao amar e sua natureza não existe.

Pode ser prova, sintoma de doença....
.................... pode ser tanta coisa e todas tão negativas, tão contrárias à essência do gostar, do amar.....
Pode ser mero logro para convencer, usando a vox populli, de que se gosta, se ama.
Impossivel não ouvir dada a proximidade entre mesas.
Um segmento da conversa colou-se-me.
Impôs-se ao meu pensamento. Deixou-me a reflectir.
Dizia uma, em tom afirmativo e simultaneamente inquisitivo, para a outra: «Ele tem ciúmes! É porque gosta de mim, não é....???»
E havia uma tal fragilidade na voz, uma estranha mistura de certeza e dúvida, esperando, quase exigindo confirmação, que quase me levou a falar-lhe.
A dizer-lhe que NÃO!
Que ciume não é, nunca foi, nunca será prova de gostar. Prova de amor.
Pode ser prova de muita coisa, mas o sentido é inverso.
Não o que a voz do povo, sob a forma de ditado popular, lhe atribui e propaga.Não aquele que ela deseja e espera ver confirmado pelas palavras e pelo olhar da interlocutora.
Ciúme é prova de insegurança.
É prova de necessidade de controlo.
É prova de posse - e coisa mais contrária ao amar e sua natureza não existe.

Pode ser prova, sintoma de doença....
.................... pode ser tanta coisa e todas tão negativas, tão contrárias à essência do gostar, do amar.....
Pode ser mero logro para convencer, usando a vox populli, de que se gosta, se ama.
quarta-feira, outubro 04, 2006
OLHOS
sábado, setembro 23, 2006
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