um dia acordei com um novo e autêntico sentir relativamente ao singular fenómeno que me enchia de estranhas vozes e alheios pensamentos. com paixão e suprema força de vontade entreguei-me ao estudo de um fenómeno que muitos consideravam mito. fábula. mas que, para mim, infelizmente era bem real.
um raciocínio e um sentimento límpido diziam-me não estar louca e ser tudo real. nem mito, nem fábula.
aos poucos confiei na vida e em mim. aprendi a controlar as entradas criando bloqueios de protecção e então sim senti-me bem viva e o renascer da alegria de viver e a gratidão por esta dádiva aconteceram.
ambos sentiam e viviam a sua união como um renascer. não um vínculo limitativo, cadeia, prisão, ou algemas como metaforicamente era dito e simbolizado pelas alianças.
um sentimento novo possuíra-os desde o momento em que se encontraram e os olhos se quedaram, sem deriva, fitando o outro. acariciando-o numa saudade feroz, de séculos. que nunca mitigavam.
não era um conto de fadas, nem eles personagens de uma qualquer fábula. para muitos era uma relação estranha. Bizarra. até de escaganifobética a designavam por fugir aos padrões sociais vigentes.






