
sexta-feira, novembro 02, 2007
quarta-feira, outubro 24, 2007
vosso apoio é necessário - novo livro meu em Dezembro

domingo, outubro 14, 2007
Paradoxal?

O casal McCann ficou muito “agradado” com a nomeação de Paulo Rebelo para o caso do desaparecimento de Maddie, conforme pude ler na imprensa há mais ou menos uma semana atrás.
Através do seu porta-voz transmitiram um recado ao coordenador. Cito: «Eles esperam que o novo investigador se concentre em eliminá-los da investigação enquanto suspeitos e volte a dar ênfase à procura de Madeleine.»
O porta-voz, Clarence Mitchell continua a afirmar que o casal “nada tem a esconder” e adiantou “existirem explicações totalmente inocentes para tudo o que a polícia portuguesa possa ou não ter encontrado”.*
Como mãe entendo a disposição na busca de uma filha desaparecida, mas não entendo:
· até porque está provado ser pernicioso para qualquer indivíduo, muito mais bebés e crianças na 1ª infância a toma regular de medicamentos, calmantes, soporíferos ou outros;
· que sendo ambos os pais médicos e não pessoas iletradas, com a agravante de terem a formação técnica específica, por força da sua formação, para as consequências futuras na saúde e bem-estar dos filhos, desta prática;
· entendo que desejem, ardente e veementemente, verem-se ilibados do peso que o papel de arguidos acarreta, para seu bem-estar, paz de espírito e desenvolvimento de esforços direccionados para a busca e encontro da filha;
· não entendo que assim sendo a cooperação e a boa vontade tenham cessado mal a situação de arguidos foi criada pelos indícios encontrados.
Todos sabemos que a maior parte de acidentes e morte de crianças ocorre nas residências, no seguimento de acidentes domésticos de vários tipos (as estatísticas mundiais o afirmam categoricamente), assim como sabemos que para afastar de nós a sombra de qualquer dúvida nada melhor do que estar disponíveis, participantes, cooperantes e responder cabalmente, sem silêncios omissões ou meias-verdades a todas as questões que a investigação levantar. Porque, não sendo polícia, ou investigadora policial, já percebi que a investigação, ela mesma, é que levanta as questões a que os investigadores dão voz e para as quais procuram obter respostas que mostrem um puzzle coerente, sem lacunas nem buracos.
Louvável pois o desejo dos pais de Maddie.
Só não sei como esperam que tal aconteça se e ou enquanto houver questões a que não respondem, evitam ou se limitam, de auta-voz ou via porta-voz, a reafirmar o quão ofensivo é serem considerados arguidos.
Dos livros, séries e filmes há muito deduzi que o primeiro trabalho da polícia é eliminar as pessoas mais chegadas para se concentrarem noutras pistas.
Neste infeliz caso a teia do rapto foi de tal forma urdida pelo casal que cegou os investigadores (peço que me desculpem se tal não aconteceu, mas pelo conhecimento via media é o que me parece desde o início) e por ela seguiram às cegas conduzidos pelos progenitores da criança e do circo mediático que estes criaram com imensa poeira no ar sem nunca assentar e permitir melhor visibilidade.
Se aos pais interessa que a verdade apareça, estou segura que, tanto quanto a eles interessará á polícia portuguesa e, muito mais à criança, se esta ainda viver.
Não se esconda, como o faz, cada vez mais, atrás de uma imensa equipa de técnicos nas áreas de comunicação, marketing e jurisprudência, mal algo descambou para o seu lado.
Um casal que demonstrou uma força, determinação e racionalidade na orquestração e entrega das matérias a bons “maestros” das diversas áreas súbito fica frágil, inseguro, ofendido, só porque os indícios lhes não são favoráveis e a polícia, de acordo com estes e subsequentes interrogatórios faz o que qualquer polícia do mundo faria?
Acho que só há uma forma: voltarem à colaboração, cooperação aberta e verdadeira com respostas inteiras que não deixem espaços vazios, lacunas, aspectos duvidosos e incompreensíveis.
De outra forma creio que uma suspeita bailará para sempre, presa na teia da tempestade de areia que eles próprios criaram, desenhando, a ponto e traço, o rosto da infeliz Maddie,
Morta, ou viva.
sexta-feira, setembro 14, 2007
é tão longo este corredor
de nós que é volátil
e não sendo matéria
somos nós inteiros.
O longo corredor branco
com as enormes
janelas cheias de luz e sol
não se torna mais acolhedor.
A luminosidade
não nos aquece,
antes aumenta a dimensão
do interminável espaço.
Caminho por ele
e nunca mais termina.
As portas laterais
abrem para outros corredores.
Tão intermináveis e áridos como este.
Caminho
não sei há quanto tempo
nem sei por quanto tempo.
Sei que não posso parar
por isso continuo a caminhar.
quarta-feira, setembro 05, 2007
Parabéns filhot'Alexandra
apetece-me a lua(dedicado à Alexandra)
apetece-me a lua.
porque ela e eu
somos feitas
da mesma matéria
e vogamos nos mesmos
espaços.
somos feitas
da matéria que
constrói e alimenta
os sonhos
e vogamos tanto
no ar
como na água.
e porque o comum
dos mortais
olha para o chão
e eu olho para cima
para os astros
para o além
sem limites
nem barreiras
e ela, lua,
não se cansa
de correr pelos espaços
atrás do sol
sem sabermos quem é
perseguido ou perseguidor.
por isso
chego à janela mais alta
e estendo o braço
a tocá-la.
como quem acaricia
teu rosto

sábado, setembro 01, 2007
Federico Fellini - Amarcord - « "A" CENA»
Sobre os dois últimos post's da Teresa D. (http://teresadavid.blogspot.com/)
e a questão do homem que, de cima da árvore grita : "Voglio una donna", num dos filmes de Fellini , deixou-me confusa o facto de a cena se passar em Amacord onde não o conseguia visualizar por a memória ter tais falhas - acontece aos melhores o que nem sequer é o meu caso - mas não conseguia....
Não duvidei da informação e rectificação.
Queria, mais, necessitava visualizar a cena no contexto do filme.
Como gosto de (re)por as ideias em ordem, vá de pesquisar, de ler sinopses do filme até colocar o homem no contexto da narrativa fílmica porque nestas coisas sou obstinadíssima.
Se me puserem um problema à frente enquanto não o resolver nada mais interessa.
Nada me demove.
Nem fome (vontade de comer), nem sede..., qual almoçar, jantar ou dormir...?
Ná, tenho que chegar ao fim.
À conclusão.
Assim, pelo empenho da Teresa, pelo sentido significante que o homem e o seu grito lhe deixaram e ela nos passou aqui lhe oferto o vídeo e mais alguma informação:
- O homem corresponde à personagem "tio "Fada"":
«L'oncle "fada" qui se réfugie au sommet d'un arbre et réclame à tue-tête, des heures durant, "une femme". C'est la redoutée "Soeur naine" qui l'en fera descendre.»
sexta-feira, agosto 17, 2007
pistas para o maior tesouro

Já não lembro se o intuí ou não.
O que importa é que a vida se encarregou de me mostrar como é verdadeiro este pensamento.
E tu, já reflectiste no modo como te relacionas com as dificuldades que te surgem?
Em que medida te transformas no teu maior obstáculo-problema?
Diz-me coisas........................................................................................................................................
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