sexta-feira, fevereiro 10, 2006

querem ver o vosso nome em japonês?

Então cliquem no link abaixo, mas usem só minúsculos sem acentos nem cedilhas:

TRADUTOR PARA JAPONÊS
Esta k s'assina:

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Há frases e palavras...


...que sempre me incomodaram.
desde criança e que com o passar dos anos não deixaram de me perturbar.
Antes pelo contrário.

"NO MEU TEMPO..."
Perguntava directamente às pessoas: "porquê, já morreu?"
Ainda continuo perguntando (ainda que por vezes já me canse)pelo absurdo que a frase encerra.
O MEU tempo será todo!
Até ao último suspiro e pensamento.

"HABITUAMO-NOS A TUDO..."
Esta então tira-me do sério.
Não acho que nos habituemos a tudo, muito menos que tenhamos que nos habituar.
Esta pacifidade mórbida, fatalista chateia.
Está eivada de derrotismo, de impotência assumida.
Sem mais qualquer investimento e/ou esforço.

Depois há palavras que surgem no meio dos diálogos que chateiam pela banalidade, inconsequência e preguiça mental...
"POIS É!"
"ORA BEM...."
"ORA POIS.."

E como não me adapto a tudo cá vou insistindo na minha.

Tenham um muito bom dia e VIVAM até à última gota.
Bebam a vida.
Suguem-lhe o tutano, roam-lhe os ossos, mastiguem-nos e...cuspam-nos!

Recomecem!

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Água




Lava
Limpa
Purifica

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Hoje



«No fundo da alma, por baixo da dor, por baixo de toda a distracção da vida, há um silêncio vasto e grandioso - um vasto oceano infinio de alma, que nada consegue perturbar(...)»

C.M.C. citadopor R. M. Bucke

Só que hoje não o encontro.

Não me encontro.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

e então....


eu estou adoentada ,
mas vou ao cinema ver o filme
"MUNIQUE".

Para vocês,com carinho,
ficam os meus votos para hoje.

domingo, fevereiro 05, 2006

resposta a um desafio e...desafiando


Fui desafiada pela Isabel e José António a referir cinco das minhas manias.
Foi aí que apanhei um susto e descobri que tenho muitas.
Optei pelas de frequência/permanência diária.... imprescindíveis no meu quotidiano e ao longo da vida.

Ora aqui estão:
1) Não gosto de rotinas obrigatórias. Desconstruo-as quando percebo que alguma se começa a instalar:
Exº: sempre o mesmo corte de cabelo ; os mesmos percursos, frequentar sempre os mesmos cafés a uma certa hora; as mesmas comidas e pior se tiverem dia certo....
2) Gosto de apanhar, e trazer para casa seixos, pedras, em k sinto vibrações especiais. Tenho-as pela casa. Isoladas, ou em pequenas taças....
3) Tenho sempre taças com água espalhadas pela casa.
4) Acendo velas pela casa, queimo incenso e levo-os comigo quando viajo.
5) Gosto de ter outros animais (não humanos) a viverem comigo.

AGORA passo o testemunho a:
1 - Safo
2 - Rubens
3 - Teresa
4 - Spartakus
5 - Macaco Adriano

sábado, fevereiro 04, 2006

Floriram as laranjeiras no tempo


Floriram as laranjeiras no tempo.
Ficou a pele docemente perfumada.
Tu, apareceste nua à flor da água.
Claros todos os mistérios. Brilhante a lua.

Do livro: O Luar da Espera (esgotado)

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

A madrugada apanhou-me....

A madrugada apanhou-me desprevenida.
De olhos abertos, fixando a abóbada celeste.
A luz dos candeeiros da rua ofuscava o brilho das estrelas, mas ainda assim conseguia ver muitas e vi-as rodar à medida que a noite avançou.
Posteriormente vi-as, como que diluírem-se no azul com o avançar da madrugada.
O curioso é que não tinha nada específico para fazer.

Não estou a ler nenhum daqueles livros que se lêem de fôlego, sem parar.
Nenhuma outra tarefa me impunha uma "directa".
Nada de nada (conscientemente) me obrigava a manter a vigília.
Estava acordada porque sim!
Os pensamentos não me eram mais pesados do que habitualmente (talvez a tragédia - densa palavra - seja o dia a dia ser um fardo tão grande).
Era tudo e era nada: os problemas, as tristezas, as ausências..., mas também um certo bem-estar por estar viva num planeta tão belo.
O que mais dói é este amor perdido, sem razão, sem razões.
Há muito perdido e ainda tão presente.
O outro, sentido como uma parte de mim que se foi.
Tanta água já correu por debaixo destas pontes....Tanta mais correrá e nós sem de nós sabermos.
Porque foi que nos perdemos um do outro no caminhar?
Como se um fosse pela bifurcação da direita e o outro, pela da esquerda.
Parecia caminharmos a par... Ilusão!
Súbita e dolorosa a percepção de que nos afastáramos irremediavelmente, que a comunicação era toda deturpada, que os interesses e a percepção do mundo nos antagonizavam. Para além do imaginável.
Perdemo-nos.
Fomos encontrando bocados de nós e com eles reconstruindo novos seres, que continuam vivos e criaram novas vidas.
Não é saudosismo. Nem sei o que isso é.
Nunca passei nesse quintal!

É um pouco como a consciência de algo perfeito que se teve, viveu e se perdeu!